Archive for 2013

CIDADE DOS OSSOS, Cassandra Clare


O livro da vez é Cidade dos Ossos! Primeiramente eu nunca havia sequer ouvido falar de Cassandra Clare antes de começar a ler Cidade dos Ossos. Então acho que isso por si só já despertou minha curiosidade. Depois tem a editora que é uma de minhas favoritas e há também a capa que é muito bonita. Agora imaginem minha surpresa quando o livro chegou em casa e ele tinha uns efeitos de brilho?! Foi amor à primeira vista. Mas... O amor não durou pra sempre.

Assim que comecei a ler achei a escrita bem simples e eu diria até fraca. Durante toda a história acompanhamos Clary, uma garota bem bacaninha, porém fica só em “bacaninha” mesmo. Ela tem um amigo chamado Simon que eu achava super-clichê até a metade do livro. E é esse que é um dos piores problemas de Cidade dos Ossos. É um livro que tem ação, mas as cenas de ação não chegam a tirar o fôlego e – posso estar errado – muitas vezes nem nota-se que aquilo é uma cena de ação. Exceto pelo sangue e pelos gritos.
E é assim até próximo às ultimas páginas do livro. Até chegar lá eu pensei em desistir tantas vezes, mas mesmo assim resisti. Afinal o filme iria lançar e eu precisava ter lido o livro antes de opinar no filme. Então lá fui eu, resisti por todas as páginas até o final e... VALEU A PENA. Cada página que eu li querendo fechar o livro, cada palavra que eu passei os olhos querendo largar, valeu a pena. O final é tão surpreendente que você quase esquece que o resto do livro foi bem sem graça.

Aliás, gente. Tem um casalzinho nesse livro, então pra quem gosta. Tá aí a dica de um romance sobrenatural que não é tão meloso como Crepúsculo. Vampiros que não brilham no sol e tudo mais. Então o meu conselho é que quando forem ler, resistam! Não larguem numa parte chata. Porque o fim compensa o meio. HAHA. Isso aí, boa leitura!

★ ★ ★ ★
 ÓTIMO




Cidade dos Ossos

Posted by : Cauan Cechinel
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
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O HERÓI PERDIDO, Rick Riordan



Uma vez Riordan pra sempre Riordan. O aclamado autor da série Percy Jackson e os Olímpianos entra agora em um novo estágio. Escrevendo da mesma forma rápida e fluida Rick nos conduz por entres mitos, lendas e histórias sobre deuses gregos. Mas a novidade ainda está por vir, Rick Riordan decidiu agora expandir o seu conceito de deuses e adicionou a já vasta gama de deuses gregos os seus sinônimos (alguns nem tão “sinônimos” assim) romanos. Isso mesmo, agora, vamos ter que dividir nossos corações a deuses que vamos aprender e amar e brandir nossas espadas de bronze celestial contra aqueles deuses que vamos aprender a detestar (alguns apenas um pouco mais).

Novos personagens são inseridos em um contexto um tanto novo. Um garoto poderoso aparece em um ônibus escolar sem memória alguma. Conhece então seus melhores amigos (será?) e juntos eles sobrevivem ao primeiro ataque real de monstros a eles. Aí a verdadeira história começa. O que achei mais legal sobre O Herói Perdido foi a inserção de personagens da série de Percy Jackson conhecidos já por todos os leitores assíduos de Rick Riordan. Personagens como Annabeth, Quíron e claro, Percy marcaram a trama mesmo sem tanto destaque já que agora os personagens principais são outros.

Ponto negativo? Apenas um. Impossível você não comparar esta nova série com a série de livros que tornou Riordan o autor renomado que ele é hoje. Sua série sobre deuses e meio-sangues anterior ainda está cravada no coração de cada leitor e comparações são inevitáveis. Percy e Jason (personagem principal de O Herói Perdido) são ambos personagens poderosos e que a primeiro momento desconhecem a verdadeira dimensão de seus poderes e... Opa, melhor parar por aqui ates que fale algo que não deveria!

Em suma, é isso. Como eu, tenho certeza que vai se apaixonar pelos personagens dessa nova empreitada do autor e em pouco tempo você vai estar novamente querendo ser um semideus do acampamento meio-sangue (ou não). Então não perca a chance de ler esse maravilhoso livro que não peca nos detalhes e abusa de mistérios e segredos para fazer você virar cada página como se fosse um filho de Atena!

★ ★   

EXCELENTE

O Herói Perdido

Posted by : Cauan Cechinel
segunda-feira, 15 de julho de 2013
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Aqui estou novamente e dessa vez com um livro de ninguém mais, ninguém menos que John Green. Logo após terminar A Culpa é Das Estrelas eu tentei ao máximo ir logo ler O Teorema Katherine. Se você já leu ACEDE (A Culpa É das Estrelas) você vai me entender. Quanto mais você lê John Green, mais você precisa dos livros deles. É como um vício, só que este não faz mal para a saúde. Piadinhas à parte, John Green é um escritor que eu descobri a pouco tempo e em um tempo tão pequeno quanto, eu aprendi a gostar de todas suas obras.

Tendo lido apenas dois de seus livros, não sei se isso é algo que já possa dizer, mas John Green é com certeza um escritor de mente criativa e ágil. Suas histórias têm sempre um final interessante, curioso e surpreendente e durante toda a narrativa a leitura é fluída e contagiante. Você se envolve com os personagens de uma forma que dificilmente vai se repetir. O único problema de seus livros é... Os personagens apaixonantes! Aposto que não devo ser o único que já sentiu uma estranha espécie de “paixonite aguda” por um dos personagens de John Green. Apaixonei-me por Hazel de ACEDE e agora No Teorema Katherine, Lindsey tomou meu coração pra si.

Agora falando mais sobre o livro em si. É um ótimo livro do começo ao fim, com partes mais consistentes e algumas que você fica se perguntando se seria realmente necessária para a trama. Porém, isso não diminui em nada o prazer que é ler OTK (O Teorema Katherine). Neste livro você acompanha a vida de Colin, uma garoto muito inteligente que vive uma espécie de crise existencial após sua namorada terminar com ele. A Katherine XIX. Entretanto, Colin tem um amigo que promete o ajudar a se reerguer de mais um fim de relacionamento com outra Katherine, levando para uma viajem de carro sem rumo pelos Estados Unidos.
Durante os primeiros dias da viajem, nada de muito importante acontece. Até chegarem a uma pequena localidade para visitar o túmulo de uma importante figura histórica. E lá eles conhecem Lindsey – a garota que roubou o meu coração – e é aí que a história se torna realmente interessante.

Antes de começar a ler OTK, tenha certeza de que você está ciente de que pode ter seu coração roubado por qualquer um dos personagens ali descritos. John Green não se responsabiliza por estes furtos, então tome cuidado! E por fim, saiba que nenhum, NENHUM livro sequer deste autor vai passar por você sem deixar qualquer tipo de marca. O Teorema Katherine não é diferente, e com Colin, Hassan, Lindsey e os outros diversos e encantadores personagens você vai descobrir que o amor é muito mais que uma fórmula matemática.

O Teorema Katherine

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Ano: 2013

★ ★   

EXCELENTE

O Teorema Katherine

Posted by : Cauan Cechinel
domingo, 14 de julho de 2013
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 Black Mirror é sem dúvida uma série que merece ser assistida. É uma série que não segue uma ordem cronológica, porque, na verdade não tem ao menos uma história fixa. Cada episódio é independente e conta uma história diferente com personagens diferentes. Porém, apesar disso tudo consegue te prender e fazer com que você assista a cada episódio ansiando pelo próximo e o próximo.

Esta é uma série cheia de peculiaridades. Não apenas por cada episódio ser independente em termos de história, mas também pela temporada apresentar apenas três episódios. Tudo bem que isto não é algo mais tão incomum assim, porém continua sendo no mínimo "estranho". Aliás, estranha é uma palavra que define bem essa série. Cheia de reviravoltas surpreendentes, cada episódio faz você se conectar aos personagens com facilidade e você se vê conduzido por suas vidas, seus pensamentos e condenando ou indo à favor de seus pensamentos e ações.

Black Mirror mostra - pelo que pude perceber - uma espécie de futuro alternativo. Tendo assistido ao menos a primeira temporada, foi isto que pude concluir. Em um dos episódios os jovens tem que pedalar em bicicletas que ficam estáticas para produzir energia para as cidades. Já em outro ele mostra uma realidade alternativa onde uma princesa é sequestrada e um político precisava fazer um certo sacrifício para que ela não fosse morta.

Uma das qualidades de Black Mirror é que esta série consegue tirar você de sua área de conforto. Fazendo você refletir sobre as nossas ações e a pensar acerca do que consideramos certos e sobre o que estamos acostumados. Contudo, há cenas em que você realmente deseja ignorar e passar pra frente, tornando os episódios (apesar de curtos) cansativos. Há momentos de tensão, porém estes são demasiado longos há ponto de serem cansativos e muitas vezes são desnecessários. A série é boa, mas por estes e outros motivos lhe darei três estrelas.

★ ★  ☆ 

BOM

Black Mirror

Posted by : Cauan Cechinel
sexta-feira, 14 de junho de 2013
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Sinto-me completamente estranho para resenhar A Menina Que Roubava Livros. Arrebatador, instigante, filosófico, amável, sutil e ingênuo. Um livro tão desprovidos de pretensões que se tornou um dos meus livros favoritos. É impossível não se apaixonar por Liesel Meminger e querer cada ver mais que tudo na vida dela acabe bem mas como você descobre logo no começo, nada é assim.

Vamos começar falando da narradora cativante e genial: Dona Morte. Sim, a própria Morte é quem nos conta a encanadora história de Liesel. É extremamente empolgante o modo como a narradora nos apresenta a história pois muitas vezes ela ainda os fatos importantes e – particularmente – achei isto um ponto muito positivo. Claro que a Morte não fala simplesmente: “Liesel encontra uma moeda no próximo capítulo” ela costuma dizer coisas mais sutis como: “Algo agradável espera Liesel nos próximos dias.” E querendo ou não isso me fazia querer ler mais e mais para saber qual seria a tal surpresa agradável. Ela também antecipa fatos ruins e desde o começo fica bem evidente que a vida de Liesel não é um mar de rosas.

Logo que somos introduzidos à vida da menina que roubava livros seu irmão morre de frio – antes que me batam, isto não é spoiler, páginas iniciais! – e aí vemos o enterro desde irmão. Nesta ocasião Liesel consegue seu primeiro livro (o que a torna inicialmente uma menina que roubava livros) e ainda aí a morte nos conta que ela conseguirá outros sete. A vida da garota então sofre uma reviravolta e acaba que por fim ela é adotada por uma família alemã. E pronto, acabo por aí. Precisava contar tudo isso para poder contar agora dos pais adotivos de Liesel que eu realmente não podia deixar de fora.

Seus novos pais são Hans e Rosa Hubermann e confesso que logo de cara me dei muito mal com Rosa. Ela tem feições autoritárias e constantemente usa xingamentos. Logo me desfiz dessa imagem e tenho certeza que você – caro, leitor – terá esta mesma impressão sobre Rosa. Hans Hubermann é totalmente o oposto e vemos isso no primeiro episódio do casal em que Liesel se recusa a tomar banho e com algum cuidado e boas palavras no fim ele consegue fazê-la mudar de ideia e surge aí uma grande amizade entre pai e filha que eu achei uma das coisas mais bonitas do livro.

Ah, é claro! Não podia terminar a resenha sem citar ao menos em um parágrafo o melhor amigo de Liesel: Rudy. Seu vizinho, melhor amigo, companheiro de travessuras Rudy Steiner envolve-se na vida da garota de tal forma que você não sabe mais se gosta mais do jeito bobo dele ou do jeito doce e moleque da menina ladra. O livro conta a infância de Liesel até sua fase adolescente então eu não sei se foi acompanhar toda uma parte da vida dela que me tornou tão ligado àquela menina, mas algo estava marcado em mim ao ler aquelas ultimas páginas com o coração na mão.

A Menina Que Roubava Livros vai roubar muito mais que livros. Vai roubar o tempo que você vai querer passar com ela, cada vez mais e com certeza vai roubar seu coração. Liesel Meminger é uma personagem principal como eu jamais havia visto e tenho certeza que jamais verei. Ao mesmo tempo que Liesel conseguia ser doce, gentil e brincalhona o mundo a sua volta estava sendo destruído e reconstruído constantemente. E  por fim, lembre-se: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.”


Sobre o livro:

Autor: Markus Suzak
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
Ano: 2007

★ ★   

EXCELENTE

A menina que roubava livros

Posted by : Cauan Cechinel 7 Comments

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