Archive for Junho 2013


 Black Mirror é sem dúvida uma série que merece ser assistida. É uma série que não segue uma ordem cronológica, porque, na verdade não tem ao menos uma história fixa. Cada episódio é independente e conta uma história diferente com personagens diferentes. Porém, apesar disso tudo consegue te prender e fazer com que você assista a cada episódio ansiando pelo próximo e o próximo.

Esta é uma série cheia de peculiaridades. Não apenas por cada episódio ser independente em termos de história, mas também pela temporada apresentar apenas três episódios. Tudo bem que isto não é algo mais tão incomum assim, porém continua sendo no mínimo "estranho". Aliás, estranha é uma palavra que define bem essa série. Cheia de reviravoltas surpreendentes, cada episódio faz você se conectar aos personagens com facilidade e você se vê conduzido por suas vidas, seus pensamentos e condenando ou indo à favor de seus pensamentos e ações.

Black Mirror mostra - pelo que pude perceber - uma espécie de futuro alternativo. Tendo assistido ao menos a primeira temporada, foi isto que pude concluir. Em um dos episódios os jovens tem que pedalar em bicicletas que ficam estáticas para produzir energia para as cidades. Já em outro ele mostra uma realidade alternativa onde uma princesa é sequestrada e um político precisava fazer um certo sacrifício para que ela não fosse morta.

Uma das qualidades de Black Mirror é que esta série consegue tirar você de sua área de conforto. Fazendo você refletir sobre as nossas ações e a pensar acerca do que consideramos certos e sobre o que estamos acostumados. Contudo, há cenas em que você realmente deseja ignorar e passar pra frente, tornando os episódios (apesar de curtos) cansativos. Há momentos de tensão, porém estes são demasiado longos há ponto de serem cansativos e muitas vezes são desnecessários. A série é boa, mas por estes e outros motivos lhe darei três estrelas.

★ ★  ☆ 

BOM

Black Mirror

Posted by : Cauan Cechinel
sexta-feira, 14 de junho de 2013
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Sinto-me completamente estranho para resenhar A Menina Que Roubava Livros. Arrebatador, instigante, filosófico, amável, sutil e ingênuo. Um livro tão desprovidos de pretensões que se tornou um dos meus livros favoritos. É impossível não se apaixonar por Liesel Meminger e querer cada ver mais que tudo na vida dela acabe bem mas como você descobre logo no começo, nada é assim.

Vamos começar falando da narradora cativante e genial: Dona Morte. Sim, a própria Morte é quem nos conta a encanadora história de Liesel. É extremamente empolgante o modo como a narradora nos apresenta a história pois muitas vezes ela ainda os fatos importantes e – particularmente – achei isto um ponto muito positivo. Claro que a Morte não fala simplesmente: “Liesel encontra uma moeda no próximo capítulo” ela costuma dizer coisas mais sutis como: “Algo agradável espera Liesel nos próximos dias.” E querendo ou não isso me fazia querer ler mais e mais para saber qual seria a tal surpresa agradável. Ela também antecipa fatos ruins e desde o começo fica bem evidente que a vida de Liesel não é um mar de rosas.

Logo que somos introduzidos à vida da menina que roubava livros seu irmão morre de frio – antes que me batam, isto não é spoiler, páginas iniciais! – e aí vemos o enterro desde irmão. Nesta ocasião Liesel consegue seu primeiro livro (o que a torna inicialmente uma menina que roubava livros) e ainda aí a morte nos conta que ela conseguirá outros sete. A vida da garota então sofre uma reviravolta e acaba que por fim ela é adotada por uma família alemã. E pronto, acabo por aí. Precisava contar tudo isso para poder contar agora dos pais adotivos de Liesel que eu realmente não podia deixar de fora.

Seus novos pais são Hans e Rosa Hubermann e confesso que logo de cara me dei muito mal com Rosa. Ela tem feições autoritárias e constantemente usa xingamentos. Logo me desfiz dessa imagem e tenho certeza que você – caro, leitor – terá esta mesma impressão sobre Rosa. Hans Hubermann é totalmente o oposto e vemos isso no primeiro episódio do casal em que Liesel se recusa a tomar banho e com algum cuidado e boas palavras no fim ele consegue fazê-la mudar de ideia e surge aí uma grande amizade entre pai e filha que eu achei uma das coisas mais bonitas do livro.

Ah, é claro! Não podia terminar a resenha sem citar ao menos em um parágrafo o melhor amigo de Liesel: Rudy. Seu vizinho, melhor amigo, companheiro de travessuras Rudy Steiner envolve-se na vida da garota de tal forma que você não sabe mais se gosta mais do jeito bobo dele ou do jeito doce e moleque da menina ladra. O livro conta a infância de Liesel até sua fase adolescente então eu não sei se foi acompanhar toda uma parte da vida dela que me tornou tão ligado àquela menina, mas algo estava marcado em mim ao ler aquelas ultimas páginas com o coração na mão.

A Menina Que Roubava Livros vai roubar muito mais que livros. Vai roubar o tempo que você vai querer passar com ela, cada vez mais e com certeza vai roubar seu coração. Liesel Meminger é uma personagem principal como eu jamais havia visto e tenho certeza que jamais verei. Ao mesmo tempo que Liesel conseguia ser doce, gentil e brincalhona o mundo a sua volta estava sendo destruído e reconstruído constantemente. E  por fim, lembre-se: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.”


Sobre o livro:

Autor: Markus Suzak
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
Ano: 2007

★ ★   

EXCELENTE

A menina que roubava livros

Posted by : Cauan Cechinel 7 Comments

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